Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.

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“É o sonho de toda garota em vias de transformar-se em mulher: dormir junto com o seu Romeu. Talvez ela nem tenha encontrado o príncipe ainda, mas já sonha em dividir lençóis com ele. Um homem seu a noite inteira, os dois protegidos por quatro paredes. Nada daquela pressa de motel, daquele cenário impessoal, daquele castigo de ter que sair de madrugada para voltar para a casa dos pais. Nada de barraca de camping, aquele desconforto, aqueles insetos todos que não foram convidados. Nada de cochilos na rede, de romance dentro do carro, de rapidinhas no meio do mato. Isto faz parte do anedotário da adolescência, quando estamos a ponto de bala e tudo vale. Bom mesmo é dormir juntos numa aconchegante cama de casal, com direito a oito horas de sono e intimidade. Case e verá. Dividir o mesmo colchão tem vantagens, evidente, e não apenas aquelas que você está pensando. É ótimo enfiar os pés no meio das pernas do outro, principalmente quando está fazendo 2 graus lá fora. É ótimo quando ele levanta para tomar água e traz um copo pra você também. É ótimo ter alguém para pedir que investigue que barulho estranho foi aquele na sala. É ótimo ter alguém para abraçar sem segundas intenções, sem erotismo, só pelo carinho, só pelo calor. Pena que não seja sempre assim. O amor é cego mas não é surdo: seu príncipe ronca. Você não ronca, mas fala dormindo. O silêncio exigido depois das 22 horas é quebrado por grunhidos, relinchos, ruídos cavernosos. Ou confissões desencontradas, gritos de pesadelo, nomes que não deveriam ser ditos. Vocês acham que fazem muito escândalo acordados, mas é quando entram no mundo dos sonhos que o fuzuê começa. Se não é o ronco que tira o humor do casal, é o termostato. Ela quer três cobertores assim que entra março. Ele admite uma colcha quando está nevando. Ela dorme de pijama, meias e uma caixa de Kleenex na cabeceira. Ele entra na cama como veio ao mundo e liga o ar-condicionado na potência máxima, não importa a estação do ano. Apaixonados de dia, arquiinimigos de madrugada. Ele quer a janela aberta, ela trancafiada. Ele quer as cobertas soltas, ela gosta de tudo bem preso na cama. Ele quer três travesseiros de pluma só para ele, ela dorme sem nenhum porque tem problema de coluna. Ele tem o sono leve, acorda quando ela espirra. Ela tem o sono pesado, não acorda com o alarme de incêndio. Ele se vira a noite inteira, ela se mexe tanto quanto um cadáver. Ele gosta de ver o Amaury Jr. na cama, ela gosta de ler. Ele deixa as meias que usou o dia inteiro jogadas no chão do quarto, ela coloca duas gotas de Chanel número 5 depois de escovar os dentes. Ela é Marylin, ele é Maguila, e quando não estão transando, sonham com uma cama king size, até que dois quartos os separem.”
— Martha Medeiros


- Foi amor?
- Ainda é.
Caio Augusto Leite.  (via reformular)

(Source: ventodemaio, via realidadesdeummenino)


No final, você deve sempre fazer a coisa certa, mesmo que seja difícil.
Nicholas Sparks.    (via 7-belos)

(Source: future-poet, via 7-belos)


Eu não queria nada disso. Eu queria estar contigo, e só. Principalmente hoje.
Rodrigo Tavares  (via re-novada)

(Source: frasesetrechosdemusicas, via re-novada)


Eu não te culpo. Eu no seu lugar faria o mesmo, talvez. É que eu sou uma pessoa difícil de lidar, de conviver, de amar.
Querido John. (via sabedorias)

(Source: pequeno-iludid0, via sabedorias)


Não é errado ser gordo, nem narigudo, nem orelhudo, nem sardento, nem baixo, nem alto, nem magro. Errado é fazer o mal, é ser maldoso, é ter má índole, é ter sentimento ruim dentro do peito, é se juntar com mais meia dúzia para apontar o dedo para o outro e rir da cara dele até a barriga doer.
Clarissa Corrêa.   (via promisse)

(Source: jornascimentto, via promisse-deactivated20130501)


Sempre fui alguém fechado, não gostava de sorrisos, sentia um tipo de orgasmo no silêncio, nunca curti ir no cinema naquele aglomerado de pessoas, enfim era “estranho”. Mas até que conheci seu sorriso, sua voz, seu pranto, e me sentia um tanto mal ouvindo cada gota de choro caindo sob sua estante. Acho irônico alguém como eu sentir essa sensação, um ser frio, sem emoções, você despertou algo que nunca sonhei em ter, a vontade de mudar. De fato, gostava daquele meu jeito, não sofria, não magoava, era tudo um “paraíso”, mas você me mudou por completo, apenas sentia vontade de ficar ao pé do seu ouvido. Me lembro daquele dia que você disse que estava me amando, tive um ataque, não cardíaco ou algo do gênero, mas uma nostalgia que nunca havia sentido. É, com você senti a nostálgica felicidade do amor e me transformei em algo que nunca imaginei. Você me fez sair do casulo e voar. Espero que esse voo seja sempre acompanhado de sua companhia.
—Você me transformou. Dan Rambo (via oxigenio-dapalavra)

(via oxigenio-dapalavra)


pergunta por:iammorethanalabel|em 22.11
AMAAANDA?

OOOI AMIGAAAA